João Maffeis Neto traça a história do carro bicombustível e registra curiosidades descobertas ao longo da pesquisa
João Maffeis Neto é assessor de imprensa do deputado federal Mendes Thame (PSDB), ex-prefeito de Piracicaba. O jornalista acompanhou os esforços do político na defesa do uso do álcool como combustível nos automóveis nacionais, seja por motivos econômicos (devido ao Brasil ser grande produtor do etanol) e ambientais (reduz a emissão de CO2 na atmosfera). E, após o sucesso do livro “A história do carro a álcool”, dando continuidade ao trabalho de Thame, Maffeis recentemente escreveu “A história do carro flex no Brasil”.
A publicação tem 25 por 42 centímetros, capa dura e ótimo acabamento, rico tanto em texto como iconografia relacionada ao tema. De acordo com Maffeis, o intuito do livro é trajar um histórico da fabricação do carro flex, resgatando a origem na Europa, ainda no século 19, até o impacto no meio ambiente pela preferência por automóveis bicombustíveis no Brasil.
De acordo com a pesquisa do jornalista, há indícios que o primeiro veículo flex do mundo foi o “quadriciclo”, nome que Henry Ford deu à sua criação de 1986. “Construído numa oficina nos fundos da residência”, escreveu Maffeis. Esta informação consta no capítulo introdutório do livro, destinada a contar sobre formas de se locomover, desde os pés humanos até os motorizados, contextualizando os diferentes materiais que os moviam.
“Para entender a tecnologia flex é preciso retomar a ascensão e queda do álcool como combustível nacional”, ressalta Maffeis. Nesta proposta, o livro remete o leitor à crise do petróleo, nos anos 70, que se deu, em grande parte, ao consumo em excesso desta matéria-prima nos Estados Unidos. E, posteriormente, explica a reavaliação do preço do barril pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e como o Brasil também foi afetado.
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