Adição ao diesel seria de 20% e objetiva reduzir a poluição nos centros urbanos
O deputado Mendes Thame (PSDB-SP) apresentou hoje o Projeto de Lei 5587/09, determinando que o “biodiesel metropolitano” passe a ser vendido somente nas regiões metropolitanas, enquanto o biodiesel convencional seja comercializado fora dessas áreas. O “biodiesel metropolitano” teria 20% de biodiesel na mistura com o diesel. Atualmente, a mistura de biodiesel ao diesel é de 5%, esse composto seria classificado como “biodiesel convencional”.
A inclusão do “biodiesel metropolitano” na matriz energética brasileira busca reduzir o alto índice de poluição nas regiões metropolitanas devido ao uso de óleo diesel. Esse derivado do petróleo é responsáveis por 32% das emissões veiculares de hidrocarbonetos (HC), 25% das de monóxido de carbono (CO), 32% das emissões de particulados e 48% de dióxido de enxofre (SOx).
Segundo Mendes Thame, as frotas de ônibus, por seu grande número, acabam causando maior impacto ambiental.
De acordo com a análise do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Universidade de São Paulo (LPAE/USP), 7.187 pessoas morrem todos os anos, na região metropolitana de São Paulo, vítimas de doenças cardiorrespiratórias “aceleradas” pela poluição e 13,1 mil pessoas são internadas anualmente pelas emissões de gases tóxicos. Essas internações custam R$ 334 milhões, por ano, aos cofres públicos.
Mendes Thame lembrou que o Brasil tem grande potencial para atender à demanda de biocombustíveis, já que possui dimensões continentais, clima favorável e recursos hídricos significativos. As estimativas são de que até 40 tipos de diferentes sementes oleaginosas podem ser cultivadas para a produção de biocombustíveis.