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16/07/2018 | Thame propõe ampliar acesso a soros antipeçonhentos

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O número de acidentes com animais peçonhentos no Brasil fez o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP) apresentar o Projeto de Lei 9552/2018, que autoriza os hospitais particulares a administrarem os soros antipeçonhentos.

Segundo Mendes Thame, esses acidentes, especialmente com escorpiões, têm levado a óbito muitas pessoas, justamente pela demora do diagnóstico e pela falta de acesso ao soro específico em tempo hábil. Em 2016, foram notificados mais de 90 mil acidentes no Brasil, com quase 150 mortes. Em 2017, segundo o Ministério da Saúde, foram 184 mortes só por picada de escorpião no Brasil.

No dia 9 de julho, Felipe Vieira dos Santos, de 3 anos, foi atacado na mão enquanto brincava com um caminhãozinho dentro de casa, em Miguelópolis (SP). Os pais o levaram para o pronto-socorro da cidade, que não tinha soro antiescorpiônico. Conduzido ao PS de Ituverava, 35 quilômetros de Miguelópolis, ele foi medicado mas não resistiu.

A tragédia se repetiu em 10 de julho. Yasmin Lemos Campos, de 4 anos foi picada no quintal de sua cada em Cabrália Paulista, mas precisou ser transferida para Bauru (45 quilômetros) uma vez que no PS da cidade não havia o soro. A criança veio a óbito.

Três meses antes, na mesma região, na cidade de Barra Bonita, Bryan Gabriel Alves, de 6 anos, morreu após ser picado no pé por um escorpião no quintal da casa dele. Ele também precisou ser transferido para a Santa Casa de Jaú, porque o hospital de Barra Bonita não possuía o soro antiescorpiônico.

O deputado lembra que o Programa Nacional de Imunizações indica as unidades públicas encarregadas de administrar os soros para acidentes com serpentes, aranhas, lagartas e escorpiões. Entretanto, o parlamentar ressalta que além da falta do próprio soro, muitas vezes o acesso a estas unidades específicas não é possível, inclusive pela distância, o que ocorreu com as crianças.

“De acordo com as normas a serem estabelecidas pelas autoridades sanitárias, é importante oferecer, como complemento à rede pública, a alternativa de buscar os soros em uma rede com maior capilaridade, ainda que de caráter privado. Com isso, queremos aumentar a chance de as vítimas encontrarem tratamento oportuno”, destaca.

PIRACICABA – O site do Ipplap (Instituto de Pesquisa e Planejamento de Piracicaba) traz as estatísticas sobre acidentes com animais peçonhentos em Piracicaba (escorpiões, abelhas aranhas e serpentes).

Os dados revelam um total de 13.988 ocorrências entre 2000 e 2017. Desse total, 57% das ocorrências envolveram apenas acidentes com escorpiões: 7.918 casos.

Só no em 2017 foram registrados 1.710 acidentes, sendo 1.002 com escorpiões. Desde 2008, três crianças morreram após serem picadas por escorpião no município, com idades entre 1 e 9 anos.

A morte mais recente ocorreu em agosto do ano passado e teve como vítima o menino Giovane Cordeiro Trevelin, de 9 anos, morador do Algodoal, que foi atacado após calçar um tênis com um escorpião dentro.

No município, a espécie mais encontrada é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), que representa a de maior preocupação em função do elevado potencial de gravidade do envenenamento

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Piracicaba, todas as unidades de Pronto Atendimento da Cidade (UPAs) dispõem do soro,

A Santa Casa de Piracicaba é o hospital de referência da região para o atendimento de pacientes vítimas de picadas de animais peçonhentos.

No caso de ataque por escorpião, deve-se procurar imediatamente atendimento médico e não passar nada na picada. O escorpião deve ser conservado, mesmo que morto, para facilitar a definição do antídoto correto para aquela espécie.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/ Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

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