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30/05/2018 | Economia verde é alternativa para empregos no Brasil

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Antonio Carlos Mendes Thame

Estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho), divulgado recentemente, traz uma informação de alento aos brasileiros. A transição do país para a economia verde vai gerar empregos nesta e nas próximas décadas.

De acordo com o relatório, o mundo vai criar 24 milhões de novos empregos até 2030, caso sejam implantadas ações corretas para limitar o aquecimento global e tornar a economia mais verde. Dos 163 setores produtivos analisados, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos.

No Brasil, serão criadas 620 mil novas vagas, compensando os 180 mil empregos que poderão ser perdidos. O fechamento das vagas, em todo o mundo, se concentrará principalmente na indústria do petróleo e nas atividades relacionadas.

Para a OIT, empregos verdes são aqueles que reduzem o impacto das empresas no meio ambiente e dos setores econômicos a níveis que sejam considerados sustentáveis, além de reduzir a necessidade de energia e matérias-primas.

Entre os exemplos de emprego verde estão produtores que utilizam técnicas sustentáveis de cultivo, pessoas que trabalham no setor de combustíveis renováveis, como o etanol e outros biocombustíveis, trabalhadores do manejo sustentável de florestas e reciclagem, entre outros.

Esta mudança deve ser impulsionada pela necessidade de cumprir o Pacto de Paris, acordo considerado histórico no combate ao aquecimento global, no qual os signatários assumiram o compromisso de envidar esforços para que o aumento da temperatura não passe de 1,5ºC.

Ao ratificar o acordo, o Brasil oficializou o compromisso de ter, até 2030, 45% de fontes renováveis de energia na matriz energética, ampliando o uso de energia solar, eólica e biomassa, zerar o desmatamento da Amazônia Legal e a restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

Para atingir estes objetivos, será necessária a participação de toda a sociedade e a mudança de valores, no sentido de adotar práticas e consumir produtos sustentáveis.

De acordo com o Relatório Brundtland, da ONU (Organização das Nações Unidas), redigido em 1987 e intitulado Nosso Futuro Comum, sustentabilidade significa “suprir as necessidades da geração presente, sem afetar as habilidades das gerações futuras de suprir as suas”. O mesmo que dizer que é preciso agir de forma consciente para que as próximas gerações consigam absorver e também usar os recursos que o planeta oferece. E é assim que devemos viver.

Desde o início de minha vida pública, tenho compromisso com a sustentabilidade. Como deputado federal, apresentei diversos projetos de lei na área ambiental e divulgo, em palestras e por meio do programa Viver Sustentável, exibido pela Rede Vida, a necessidade de caminharmos rumo a um país sustentável.

No mês de junho, em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, convém que todos nós assumamos um compromisso pessoal de continuar dando nossos esforços para que o Brasil esteja na linha de frente nesta luta por um mundo melhor.

Antonio Carlos Mendes Thame é deputado Federal pelo PV-SP, presidente do Capítulo Brasileiro da Organização Global de Parlamentares no Combate à Corrupção (GOPAC) e presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção.

Publicado no Jornal de Piracicaba no dia 30/05/2018

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